10.02.2013

Numa sexta feira qualquer...

[Imagem pega no Google e editada por mim]
Como posso explicar. Foi assim que aconteceu. Era uma sexta feira de tarde, quase 17:00 e eu não sabia o que iria fazer. Somente sabia que eu ia ter que ficar em casa, numa sexta à noite e ainda no frio, sozinha. Minha amiga havia me convidado mais cedo para ir em sua casa assistir alguns filmes de comédia romântica, mas o namorado dela iria estar lá com ela, nada contra, mas, eu não estava nem um pouco afim de segurar vela. Disse que preferia ficar em casa, que tinha alguns assuntos pare resolver.

Em minha casa, eu corro direto para o banheiro, e mergulho numa banheira com água morna. Eu só queria ficar naquela banheira durante séculos e séculos de minha existência. Quando eu estava prestar a dormir dentro daquela banheira, o meu celular começa a tocar. Era uma mensagem, daquelas correntes que os amigos mandam para os outros amigos. 
— Hoje é seu dia, Aproveite cada minuto dela, saia de casa sem compromisso, sem rota ou destino, apenas saia e vá para onde seu coração te guiar. Quem sabe não seja lá onde o seu futuro amor esteja?! Ass: Lucas

Sim, o meu amigo Lucas sempre manda esse tipo de mensagem para mim, para todos. Eu sempre deleto ou ignoro,mas... Mas tinha algo naquela mensagem que me deixou encabulada. Porque? Por que sair assim? Não tinha motivos, era somente uma corrente idiota, não ia dar certo, mas, e se desse? Rapidamente saiu da banheira e vou me vestir. Ótimo o que usar em um lugar onde eu não sei onde eu vou, e nem sei quem encontrarei?! Uma pista maravilhosa não é mesmo? É um tiro no escuro. Está fazendo muito frio, 14ºC para ser mais exata. Okay, serei eu mesma. Uma calça jeans preta bem grossa, uma blusa de manga comprida, uma camiseta branca por cima com um símbolo de paz e amor, uma jaqueta fininha azul, e um sobretudo preto. Botas sem salto pretas. Cabelos soltos. Um lápis de olho e uma batom cor de boca. Tudo muito simples, não sei quem vai estar lá para poder impressionar, nem sei exatamente onde eu vou. Apenas vou.

Pego meu carro e começo a dar voltas nas ruas. No quarteirão. No bairro, enfim, somente ando e ando. Já são 20:00 horas, e eu ainda nem comi ou bebi nada. Vou para o centro da cidade, quem sabe não encontro algo para comer. Estaciono o carro, na esquina de uma lanchonete Laches&Cia eu costumada ir nessa lanchonete todo dia com o meu pai. E quando ele viajava eu ia com minha mãe. Sentei-me perto da janela e peguei o menu. Bolinhos fritos com cobertura de chocolate. Acho que não, já comi tanto que enjoei. Acho que pedirei o de sempre, quero dizer, o que eu costumava sempre pedir quando era criança.
—Oi, pois não? — disse a garçonete. Era bem gentil, sorridente e nova. E muito bonita, para ser apenas uma garçonete — Eu posso ajudar?
— Sim — sorri de volta — gostaria de uma fatia de torta de morango com cobertura de chocolate, e um café forte, por favor — acenei com a cabeça, enquanto ela anotava meu pedido.
— Okay — disse ela colocando a caneta no bolso — mais alguma coisa? — disse ela sorrindo.
— Não obrigada, por enquanto é só, obrigada.
 Ela se afastou entregando o papel rabiscado para o dono ou gerente. Comecei a mexer no meu celular, e ler novamente aquela mensagem do Lucas. Será que ele fez isso? Quero dizer, será que ele seguiu o próprio conselho? Não custa nada saber. Mando uma mensagem para ele.
— Oi. E essa corrente em? Você também vai sair de casa hoje e deixar seu coração te guiar?
No mesmo momento ele visualiza e me responde.
— HAHAHAAH jura? É óbvio que não! É só uma corrente, mando apenas para zoar.
— Hm.. ok. Beijos vou dormir.
— Beijos.
 Estranho não? As pessoas dão conselhos para as outras, mas nunca os segue. E quando mencionamos, falam com um ar de desprezo e de dúvida. Como se fôssemos... loucos.
A garçonete entra com o meu pedido. O cheiro do café estava uma delícia, os funcionários podem ter mudado, mas os lanches continuavam os mesmo. Coloco a primeira fatia de torta na boca, e em seguida um gole de café. Estava divino o café. Começo a mexer no celular, saber o que anda acontecendo no mundo. Percebo que alguém está me observando. Um moço. Um moço muito bonito. Era branco, alto, de cabelos curtos meio ondulados, e de olhos castanhos. Ele me olhava como se me conhecesse ou que gostaria de conhecer. Preferi fingir que nem vi, assim que terminei de comer e beber chamei a garçonete para pagar a conta e deixar a sua gorjeta.
— Com licença moça — disse ela — aquele rapaz ali, me pediu para lhe entregar isso.
Era um bilhete, um bilhete dele, assim que a garçonete saiu, e eu o olhei, ele saiu sorrindo e desapareceu. Sai da lanchonete para o encontrar e perguntar por que havia me dado aquele papel, mas não o encontrei.
Fui em direção ao meu carro e quando entrei, abri o bilhete: "Uma moça encantadora como você, não deveria estar sozinha assim, que tal a praça d'água?" Hm, interessante, ele estava me convidando para sair de uma maneira bem diferente, que tal eu ir. E se for algum ladrão ou violento? Ai, para de pensar besteira. Apenas resolvi ir. 

A praça d'água era muito linda, era chamada assim por causa de um rio enorme, e antes de ser uma praça era um reservatório de água para os antigos moradores, a cidade foi crescendo e deixaram o reservatório para lá, então ficou como uma praça. Estava lindo, bancos cheio de casais, uma noite azul com um céu estrelado, e uma lua enorme. Cisnes em todo o riu. Um frio maravilhoso e um vento que soprava os meus cabelos delicadamente para trás. Caminhei um pouco mais, ate uma árvore. Aquela árvore. A quanto tempo. Em seguida, senti uma mão me abraçando por trás. Eu conhecia aquele toque, aquele cheiro, aquele abraço. Era ele. Me virei e fiquei completamente surpresa, era o moço da lanchonete, eu pensei que fosse, pensava que tinha sido. Não poderia ser, ele tinha ido embora a muito tempo. 
— O que uma moça como você faz sozinha assim? — perguntou ele, lançando um olhar encantador e misterioso, parece ate o olhar dele. Mas não era.
— Eu estou passeando. E o que faz um homem como você abraçando mulheres desconhecidas? — falei secamente, mesmo que ele fosse lindo, não o conhecia.
— Você nunca muda não é mesmo?! — disse com uma risada bem alegre — Já te falei, você não deve ficar dando respostas assim, é errado.
Não pode ser, a única pessoa que falava isso para mim era ele, olhei ele fixamente e ele soltou um sorriso.
— Se lembrou, não é mesmo? —disse ele pegando em minha mão e acariciando. Aquele toque, fez meu corpo todo tremer e se arrepiar. — Senti muito a sua falta.
Sim, era ele mesmo. Um antigo amor. Éramos amigos, e nos gostávamos muito, íamos ate namorar, mas ele recebeu uma vaga de faculdade no estrangeiro. A gente se comunicava através das redes sociais, mas um dia, ele parou de entrar e nunca mais conversamos. O tempo passou e fui esquecendo, um pouco. 
— Porque você me deixou? — eu poderia ter falado tantas coisas, o quanto eu também sentia sua falta, o quanto eu amava ele, que eu nunca havia esquecido, que nunca consegui ter outro relacionamento, mas a única coisa que saiu foi isso — eu fiquei muito triste, você me esqueceu.
— Não — disse ele, colocando uma de suas mãos em meu rosto e com a outra, afastando a minha franja e colocando para trás da minha orelha — eu nunca lhe esqueci, mas teve um tempo, em que o meu TEMPO — soltou ele uma risada seca — eu nem tinha tempo para nada, apenas os estudos e estudos, nem tive mais uma vida social, para conseguir me formar, e você? Também conseguiu ser o que você queria não é mesmo? — disse ele com um sorriso verdadeiro, ou ao menos parecia.
—Sim sim — eu disse me afastando um pouco e tirando as lágrimas que queriam se formar em meus olhos, virei-me de costas e fiquei admirando o rio — sou uma grande doutora. E tenho minha própria clínica, quero dizer minhas clínicas. 
Senti os braços dele me envolver novamente por trás, dessa vez eu não aguentei, fechei os olhos e me entreguei aquele abraço. Eu precisava daquele abraço, a anos e anos eu estava esperando por ele. E agora, ele está ali. Ele me virou delicadamente, e olhou em meus olhos, com um sorriso simples e lindo, ele me puxou mais para perto e me beijou. 
— Eu senti a sua falta — eu disse entre os beijos que dávamos.
—  Eu te amo — disse ele e me olhou fixamente.

É foi uma sexta feira muito linda, reencontrei o meu antigo amor, e depois daquele dia, todo dia ele vinha em minha casa e ficávamos conversando e bagunçando, como nos velhos tempos. Depois a gente começou a namorar, e depois nos casamos, hoje em dia sou uma mulher completa e feliz. As vezes as coisas acontece de um jeito diferente e engraçado, as vezes elas acontece de um jeito incrível e triste, mas que no final, o destino sempre dá um jeito de dar aquilo que você precisa. Aquilo que lhe fará feliz. Quem sabe um dia eu conte um pouco mais sobre ele e eu.

Escrito por: Jéssica de Carvalho Arrais
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11 comentários:

  1. Em primeiro lugar: QUE FOTO INCRÍVEL! Ameeeeeeeei! ♥
    Adorei esse texto esse post ficou lindo demais! *-*
    Mil Beijos!
    http://pensamentosdeumageminiana.blogspot.com.br/

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  2. Muito bom o texto e com final feliz. Bjus!

    galerafashion.blogspot.com.br

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  3. Bem legal ;)
    Parabéns pelo texto, super bem escrito *--*
    Beijos
    http://prypensando.blogspot.com.br/

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  4. Apesar de ser uma história muito romântica, não sei se eu aceitaria um convite de um 'estranho'. Mas que bom que no final deu tudo certo =)

    Beijos,
    www.procurei-em-sonhos.com

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  5. Ai cara, tu escreve muuuito bem, se inscreve http://blog.fnac.com.br/index.php/premio-fnac-novos-talentos-literatura/ é um concurso que pode publicar um dos seus textos, participa vai... estou torcendo por você!
    cafecomdoideira.com

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  6. Nossa que texto lindo!
    Mmm me deu até vontade de sair por ai num dia de chuva. Adorei.
    cronicasdeumlunatico.blogspot.com.br

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  7. Que texto enorme, eu vi assim e me deu uma enorme preguiça de ler, mas eu senti que teria de ler... Não me arrependi! Você escreve perfeitamente bem. Em relação ao texto, sem palavras! Quando é pra acontecer, realmente acontece. Acho que isso não é conhecidencias e sim destinos! Uma mensagem tocou uma noite maravilhosa e olha só o que aconteceu. Incrível mesmo! Acho isso um pouco improvável de acontecer na vida real, mas linda história. ADOREI mesmo, meus parabéns :)

    Sweet Teen

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  8. Que romântico *-* Enquanto lia imaginava fiquei pensando se o fim seria triste ou feliz, mas que bom que deu tudo certo, pois eu não sairia por um convites desses não! O-o kkkk

    www.adolecentro.com/

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  9. ameeei, lindo o texto
    no final td deu certo ne *-*

    www.eaimenina.com

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  10. As vezes o que nos falta está bem ao nosso lado.

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